A CARONA


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A CARONA;
Era para ser apenas mais uma carona no fim da festa. Janaína passara a noite toda dançando com as amigas, tomara várias caipirinhas e estava feliz da vida na comemoração do aniversário de Luíza. Fazia tempo que não encontrava ninguém, nas últimas semanas tinha se dedicado totalmente ao trabalho e até suas “saidinhas casuais” não tinha rolado mais.
Apesar da vontade de agarrar o primeiro bofe lindo que viu passar na balada ser muito grande, preferiu curtir as amigas e os amigos da melhor maneira, dançando e bebendo até dar uma dor. Para aquela noite, optou por um look descontraído e sensual, um vestido curto florido e uma sandália de salto alto. A maquiagem era leve e enfatizava sua boca carnuda. Nas unhas o esmalte vermelho demonstrava as intenções que iam ao fundo da sua mente.
O fim da festa estava se aproximando e Janaína estava de alma lavada. Aproveitou tudo ao máximo. Conversou bastante, colocou os papos em dia e abraçou muito os amigos para ela tão queridos. E como todo fim de festa, começou a divisão das caronas. Ela iria com Carlos – o motorista, Aline – que estava ficando com Carlos e Roberto.
O detalhe era: o banco de trás e a mala do carro estava lotado de coisas do trabalho de Carlos, ou seja, Janaína teve que ir no colo de Roberto. O que, venhamos e convenhamos, não tinha problema nenhum, afinal são todos amigos e onde cabe um, cabe dois, três, quatro… mas foi esse fato em específico que fez toda diferença nesta carona inocente.
Roberto é um cara bem apessoado, tem traços marcantes e másculos, barba por fazer, estilo moderninho e uma pegada de tirar o fôlego. Isso Janaína já sabia bem, ela já tinha desfrutado dos encantos de Roberto em outros momentos, nada muito sério, mas bem proveitoso.
Quando todos se acomodaram no carro, finalmente seguiram rumo a seus destinos. Ligaram o som e começaram a conversar animadamente. Roberto envolto em pensamentos libidinosos, exalando o perfume doce de Janaína e sentindo a pele lisa dela roçando em seu corpo não conseguiu conter-se e começou a tocar e cheirar Janaína. Passava as mãos nas coxas dela, na cintura, cheirava o pescoço e sentiu a calcinha já molhada.
Janaína se surpreendeu com aquela atitude, mas adorou. Continuou a conversar com o casal amigo como se nada estivesse acontecendo. E foi assim, sem saber muito bem se por conta do álcool ingerido ou pela audácia de Roberto, que Janaína tirou de sua bolsa uma camisinha e deu para ele colocar. Apesar de todo improviso de Roberto, naquele momento ele tomou um susto e no meio dessa surpresa não pensou muito, foi logo se preparando.
Janaína apenas colocou a calcinha um pouco de lado e encaixou em Roberto, que já tinha o sexo pulsando e ansiando o encontro entre eles. Eles começaram a se movimentar tentando sentir cada centímetro do desejo, cada momento de excitação e cada segundo que poderiam ser flagrados pelo casal de amigos.
Janaína para disfarçar o máximo possível, colocou-se entre os amigos e começou a conversar com eles ao mesmo tempo em que rebolava no colo de Roberto. Ele sentia o sexo dela molhado e nunca tinha sentido tanta adrenalina de uma vez só. O corpo tremia de prazer e era difícil manter a conversa.
A cada lombada que o carro passava, Janaína aproveitava para aprofundar mais o movimento e por estar sentada, apertava bem as pernas para assim poder sentir o pulsar dentro de si. E nesse frenesi todo, ela conversava e gozava e viajava num turbilhão de emoção. Roberto notava cada contração que vinha dela e isso o enlouquecia. Eles se sentiam como duas crianças fazendo traquinagem e tentando se esconder dos pais.
Janaína tentava esconder os gemidos tagarelando cada vez mais com os amigos. Sua mão percorria o corpo de Roberto e suas unhas vez ou outra cravavam no braço dele. Carlos e Alice permaneciam alheios a tudo que acontecia ali atrás e isso só aumentava ainda mais a vontade deles. os movimentos se tornavam mais rápidos, mais quentes e Janaína falando e aproveitando sem parar.
E foi em meio àquelas meias conversas que Roberto também conseguiu chegar ao ápice do seu desejo, antes mesmo que o carro chegasse ao seu destino final e sem que seus amigos percebessem nada. E foi assim que uma simples carona se transformou em um encontro inesperado, regado a muita adrenalina, impulso e paixão. Provavelmente algo para se lembrar para sempre!

-JoséSouza

Via : Segredo de um amante

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